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Os efeitos da crise imobiliária nos divórcios

Hoje em dia, basta pegar em qualquer jornal e o mais provável é que veja pelo menos um artigo ou uma notícia em que se fala da crise das hipotecas. Embora alguns mercados tenham passado relativamente incólumes pela crise do “subprime”, a maioria das regiões do país sentiu de alguma forma o impacto. Por isso, existem poucos proprietários de imóveis que não sentiram qualquer efeito da crise. Para alguns consumidores, a capacidade de seguir em frente tem sido bastante afetada pelas agruras do mercado. Os casais em processo de divórcio, por exemplo, estão a descobrir que os problemas do mercado imobiliário são um obstáculo a que possam prosseguir com as suas vidas.compra vende casas imoveis em portugal

Não é invulgar que alguns casais que estão a divorciar-se vendam a casa de família para que possam usar o dinheiro da venda para poderem seguir vidas separadas. Em muitas zonas, continua a crescer o número de casas para venda que permanecem no mercado; no entanto, muitos casais descobrem que é difícil, senão impossível, vender a sua casa. Isto faz com que várias áreas, incluindo a pensão de alimentos, sejam afetadas. Surpreendentemente, este problema está mesmo a influenciar o local onde os ex-casais podem viver depois de finalizado o divórcio.

Em consequência destes problemas, tem surgido uma tendência que está em crescimento e que é conhecida como coabitação pós-separação. Embora no passado praticamente não ouvíssemos falar em casais que continuam a viver juntos depois do divórcio, hoje dia muitas pessoas descobrem que não têm grande escolha quando não conseguem vender a casa de família. Dito de uma forma bastante simples, não têm possibilidade de morar noutro lado a menos que vendam a casa de família.

Dado que aumenta o tempo médio de venda de imóveis, isto significa que alguns casais divorciados descobrem que têm de continuar a viver juntos durante vários meses; em alguns casos, mais de um ano. Os casais mais velhos que têm rendimentos fixos estão a debater-se com este problema, assim como os casais com filhos pequenos. No caso dos últimos, as únicas opções que podem pagar são demasiado pequenas para o tamanho das famílias.

Nas situações em que os casais já não conseguem mesmo viver juntos, são forçados a morar noutro lado, mesmo que isso signifique que tenham de viver com outros membros da família.

Independentemente da situação, os casais nestas condições descobrem que as suas opções são bastante limitadas. Nos casos em que o casal está aborrecido porque o valor do seu imóvel desceu depois do final da bolha imobiliária, devem decidir se é melhor continuarem em casa até que o mercado melhore ou tentarem sair, mesmo perdendo dinheiro. Existem também famílias que estão a debater-se com execuções de hipotecas, já que não conseguem pagar as casas ao banco.

As discussões sobre o que fazer com a casa de família já chegaram a um ponto em que muitas vezes são os tribunais que têm que tomar uma decisão relativamente a este assunto. Isto acontece com alguma frequência nos casos em que um dos elementos do casal deseja continuar em casa até que o mercado melhore, enquanto o outro quer avançar para a venda do imóvel, mesmo que isso signifique perder dinheiro. Na maioria das situações os juízes hesitam em ordenar a venda da casa, esperando que o mercado acabe por recuperar.