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Como avaliar uma empresa

Como avaliar uma empresa

Qual a melhor forma de determinar se um negócio tem valor? Saber se existe alguém disposto a pagar por ele. Mas nem sempre esta avaliação é tão linear como possa parecer.

Basta pensar que em todas as transações há interesses opostos: o vendedor quer ganhar o maior valor possível, mas o comprador quer pagar o mínimo que consiga. E os corretores têm igualmente um objetivo claro: garantir que a venda seja feita por um valor elevado, já que a sua comissão será, em princípio, uma percentagem desta quantia. Noutros casos, o seu único objetivo é que o negócio seja concretizado, independentemente do preço. E este é um facto que nem sempre é percetível pelos outros envolvidos na transação. avaliar uma empresa em portugal

Como determinar então o preço pelo qual uma empresa deve ser vendida? Este valor deve ser baseado no fluxo de receitas, também conhecido como lucro líquido. Ou, simplesmente, fluxo de caixa disponível.

Outro conceito importante neste processo é a capitalização, ou seja, o processo usado para calcular o valor atual dos futuros rendimentos.

De uma forma mais simples, podemos dizer que a avaliação de uma empresa é o seu valor atual e que o “fluxo de futuros rendimentos” é o fluxo de caixa expectável tendo em conta os lucros atualmente registados.

Assim, a valorização pode ser definida como a Capitalização do Fluxo de Caixa Disponível. No fundo, isto significa que um negócio é um investimento cujo valor é igual ao dinheiro que rende ao seu proprietário.

Formas de adquirir uma empresa   

É também importante perceber que existem vários tipos de empresas, constituídas sob diferentes formas jurídicas.

As empresas singulares podem ser empresas em nome individual, sociedades unipessoais por quotas ou estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada. As empresas inseridas na categoria coletivas podem ser sociedades por quotas, sociedades anónimas, sociedades em nome coletivo, sociedades em comandita ou cooperativas.

Assim, e se pretende adquirir uma empresa singular ou coletiva, poderá optar por comprar os seus ativos ou adquirir ações.

Pela nossa experiência, de uma forma geral não aconselhamos a compra das quotas da sociedade. Entendemos que o melhor caminho será optar pela compra de ativos, o que significa que poderá adquirir também o nome comercial, a base de dados de clientes, contratos de trabalho, direitos de autor, etc. Todos estes ativos são facilmente transferíveis.

A compra de quotas é desaconselhada, já que podem surgir passivos e despesas inesperadas, como credores que desconhecia, pedidos de indemnização e processos legais por parte de ex-funcionários ou clientes ou impostos e outras obrigações em dívida.

Poderá prevenir estas situações solicitando ao anterior proprietário um acordo de isenção de responsabilidade relacionado com passivos ocultos da gestão anterior, mas isto não significa que fique totalmente isento dessas responsabilidades e muitas vezes terá de gastar bastante dinheiro e perder muito tempo com processos nos tribunais até que a situação fique resolvida.investment factors to consider

O mais importante nas questões relacionadas com a compra e venda de empresas é perceber que todo este processo tem implicações legais e fiscais, pelo que é fundamental que, antes de tomar qualquer decisão, peça aconselhamento junto de profissionais especializados, como advogados ou contabilistas.

No que diz respeito a pequenas e médias empresas, a melhor opção será a compra de ativos. No caso de outros tipos de sociedades anónimas, e se o processo for bem avaliado e organizado, o negócio também pode ser vantajoso para o comprador.

Ativos: os tangíveis e os intangíveis 

Ao comprar apenas os ativos de uma empresa, esta pode ser dissolvida pelo comprador ou vir a ser utilizada de uma forma diferente daquela pela qual foi vendida.

Ainda assim, num processo de compra e venda é fundamental identificar os ativos que constituem a empresa em questão. Os ativos podem ser divididos em tangíveis e intangíveis.

Os ativos tangíveis são, como o próprio nome indica, algo que pode ser visto, tocado, sentido, contado ou medido e para o qual é possível determinar um valor de mercado. Incluem-se nesta categoria instalações, imóveis, equipamento, inventário, contas a receber, contratos de vendas, contratos com funcionários e clientes e encomendas em aberto.

Por outro lado, os ativos intangíveis são mais abstratos; existem mais ao nível da perceção do que a nível físico e por isso há mais dificuldade em avaliá-los. Alguns exemplos de ativos intangíveis são o nome, a marca, logotipo, direitos de autor, informações confidenciais sobre a empresa, patentes, licenças, franchises, listas de clientes ou arrendamentos.